Dizem que Bali é a ilha dos deuses, e até não custa muito acreditar, de tal forma são omnipresentes e reverenciados. Tal como Ubud parece ser a cidade dos artistas inspirados, onde há artes para todos os gostos e até o saber viver parece ser uma disciplina muito apreciada. Foi lá que a Pikitim aprendeu a arte do batik e pintou o seu próprio sarong.
E se um dia fosse proibido correr, brincar, gritar, fazer barulho, conduzir, andar na rua ou, simplesmente, acender as luzes? Esse dia existe, e chama-se Niepy Day. A Pikitim achou-o “pouco interessante”, mas esforçou-se para cumprir as regras, pelo menos para “os senhores da ilha” pensarem que ela “também estava a pensar”. Sejam bem-vindos ao Dia do Silêncio, na ilha de Bali. Schiuuu!
Tínhamos prometido à Pikitim que iríamos tentar proporcionar-lhe um dia inesquecível no seu aniversário. Escolhemos o vulcão Bromo para a véspera, com uma paisagem arrebatadora onde a Pikitim conheceu novos amigos. E selecionámos um belo hotel com piscina para a mini-festa de aniversário, no dia seguinte, onde familiares e amigos pudessem entrar em contacto e cantar os parabéns à distância. A Pikitim disse, mais tarde, que esse foi o dia mais feliz da sua vida.
Andar de carroça, correr atrás de galinhas, brincar com os paus do caminho e dar de comer às cabras. A passagem da Pikitim por Borobudur, um lugar tão enigmático quanto envolvente, vai ficar ligada às coisas simples da vida numa aldeia de outros tempos. E aos dois novos amigos que a acolheram de braços abertos, Latif e Najwa – porque não é preciso falar a mesma língua para duas crianças se entenderem. Uma viagem no tempo… e um monumento surpreendente.
A Pikitim espantou-se com a quantidade de mulheres e filhos que um sultão podia ter, viu homens de saia com facas nas costas, adorou pintar marionetas de pele usadas no teatro de sombras e acompanhou o pai na cozinha. Tudo isto nas redondezas do kraton de Yogyakarta, o velho centro de uma agradabilíssima cidade com história… e histórias para contar. E ainda andou de carroça.
A capital da Malásia é uma metrópole cosmopolita, com arranha-céus, parques verdes, e centros de conhecimento, espaços dedicados à vida selvagem, museus e ofertas culturais, mega shopping centers junto a tradicionais recantos indianos, muçulmanos e chineses. Ou, noutra perspectiva, é a cidade onde se esconde a torre da Rapunzel.
As paisagens do arquipélago Bacuit inspiraram a Pikitim a improvisar uma música que tinha como refrão: “Que lugar incrível, este é um lugar incrível!”. E é mesmo. Dispõe das praias mais bonitas que já vimos nesta viagem e uma vida subaquática tão rica e variada, com infinitas espécies de corais e pequenos peixes multicolores, que tornam absolutamente inesquecíveis as horas passadas de snorkel e máscara na face. Para a Pikitim – qual cereja no topo do bolo -, foi o lugar onde finalmente encontrou o Nemo.
A escuridão total e os milhares de morcegos deixaram a Pikitim de pé atrás. Mesmo assim, e apesar de ter preferido o azul alegre de Honda Bay, conseguiu deslumbrar-se com o cenáriodo rio subterrâneo de Palawan, uma das novas maravilhas naturais do mundo. “Foi mesmo a natureza que fez isto? Sozinha?”
» FUGAS #8: Um “lugar assustador” na ilha em forma de guarda-chuva